Quanto custa plantar uma igreja?

QUANTO CUSTA PLANTAR UMA IGREJA?

 

“Hoje em dia, a suprema tarefa é a multiplicação efetiva de igrejas nas receptivas sociedades da terra…é imperativo e oportuna, a multiplicação de igrejas naquelas comunidades ao redor da terra, que são receptivas à mensagem do Evangelho” 1.

 

Pouca avaliação realista tem sido feita sobre o custo final de um projeto de plantação de igreja. Talvez isto seja bom. Se fôssemos fazer uma avaliação dos custos envolvidos, provavelmente ficaríamos assustados e desencorajados. Não é barato supervisionar (recursos de tempo); prover o sustento (recursos financeiros), e manter a obra (recursos humanos). Isto talvez explique a razão pela qual muitas igrejas estão dispostas a enviarem recursos para campos missionários distantes, com os quais possuem uma relação muito superficial com o obreiro, mas encontram grande dificuldade em plantar novas igrejas, que exigem envolvimento direto da liderança da igreja com o campo e o obreiro. Em qualquer projeto desta envergadura, há lutas diárias e um campo missionário distante é muito menos desafiador que o projeto exaustivo de supervisionar o campo num bairro próximo ou numa cidade vizinha.

Por esta razão, o custo da plantação de igreja geralmente não é avaliado.

Certamente a realidade de plantação de igrejas varia de uma região para a outra, de um campo para outro e em diferentes denominações. Por ser pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, gostaria de usar esta igreja como um estudo de caso. Conheço várias formas e abordagens diferentes de plantação de igrejas. Deixe-me citar algumas das quais estou mais familiarizado.

Assembléia de Deus

Na Assembléia de Deus na minha cidade (e isto certamente varia de ministério para ministério), geralmente a plantação segue uma dinâmica curiosa. Quando um líder se sente chamado para o ministério e procura seu pastor presidente, este o desafia a assumir um determinado campo, um bairro ou cidade e ele é enviado para plantar esta igreja, sem basicamente nenhum recurso financeiro da sede. Na cidade onde sou pastor, a “sede”, não ajuda financeiramente o obreiro. Ele vai por suas custas, construindo tendas, fazendo um trabalho secular e levantando os recursos para o estabelecimento da igreja, desde a construção do templo, até a consolidação do trabalho. A igreja mãe disponibiliza o terreno e eventualmente algum recurso para a construção, o que não é uma regra em todos os casos. O obreiro assume todos os encargos de sua manutenção e se não obtém o sucesso desejado ou não corresponde à expectativa do projeto, a propriedade pertence à sede e o pastor-presidente intervém, colocando novo obreiro ou fechando as portas; se prospera, está jurisdicionada à sede e é avaliada constantemente pelo pastor presidente, e se necessário, o obreiro é substituído, dependendo dos seus dons e talentos pessoais. Na medida em que o trabalho vai se desenvolvendo, o obreiro começa a receber alguma ajuda salarial e eventualmente é sustentado pela igreja que ele plantou, e este salário varia conforme os recursos da nova congregação que está sendo construída. Igrejas maiores pagam salários maiores; igrejas menores, remuneram com recursos proporcionais. 10% da arrecadação é enviado para a igreja sede para futuros projetos.

Igreja Metodista

Na Igreja metodista, o obreiro é enviado para o campo, depois de ter sido treinado e avaliado, só então é designado pelo bispo da região. O salário é escalonado de acordo com a função. Existe uma “hierarquização” desde o missionário, o presbítero, o pastor, e o bispo, que recebem salários correspondentes às funções, independentemente do tamanho do campo. Todo dinheiro arrecadado segue para a direção regional, numa espécie de concílio, e esta liderança determina os salários, e se sobrar alguma recurso ele é designado para treinamentos, aquisição de novas propriedades, ampliação e reforma dos templos já existentes e abertura de novos campos.

Igreja Presbiteriana do Brasil

Na Igreja Presbiteriana, novos campos são definidos pelas igrejas locais ou presbitérios. Trabalhos em áreas inóspitas e regiões distantes de igrejas e concílios, tornam-se responsabilidade da igreja nacional, através da sua junta de missões, coordenada por um grupo de líderes e pastores nomeados para esta função que deliberam quanto aos recursos, necessidades, obreiros e campos disponíveis. A maioria das novas igrejas, porém é plantada pelo esforço regional e igrejas locais. O salário sofre uma variação, embora exista sempre uma luta para se estabelecer um piso.

Atualmente o salário de um plantador de igrejas, no caso de um pastor ordenado, varia de 3 a 4 mil reais, mais INSS, plano de saúde, FAP (espécie de FGTS). Em alguns casos o campo tem casa própria e energia. O custo padrão fica em torno de 5 mil reais, mais 13º salário e 1/3 de férias. Para facilitar um orçamento, o custo gira em torno de 65 mil reais anuais.

Além do salário do obreiro, acrescente-se o custo do terreno, construção e utensílios. Um terreno médio, para efeito contábil, gira em torno de 100 mil reais, e se for construir um templo para 150 pessoas com dependências próprias, num total de 250 m² podemos pensar em 250 mil. Ao todo 350 mil reais, e se incluirmos utensílios como cadeira, material de som, móveis e material didático, devemos acrescentar outros 50 mil reais. Temos aí cerca de 400 mil reais até o término da obra, considerando apenas o projeto do templo.

Quanto tempo é necessário para consolidar a plantação de uma nova igreja?

Desde a formação do grupo-base até sua autossuficiência, com liderança própria devidamente treinada e recursos para auto manutenção, de forma otimista, 5 anos, mas geralmente chega a 10 anos, sem pensar em projetos que se arrastam indefinidamente, sem que se conclua. Já ouvi falar de congregações, ainda dependendo de sustento financeiro da igreja com 76 anos…

Se colocarmos 5 anos de salário e encargos, para investir no obreiro, pensando numa boa estimativa, são R$ 65.000 x 5 anos = R$ 350 mil. Ao acrescentarmos mais 400 mil de investimento na propriedade, chegamos à cifra de 750 mil reais. É um dinheiro considerável para qualquer instituição. Certo pastor de uma pequena igreja falou desolado: “uma igreja menor não tem condições de plantar novas igrejas”. Obviamente não se planta igrejas apenas com recursos, se nos ativermos apenas às questões financeiras, nem mesmo igrejas ricas se sentirão encorajadas.

Buscando motivos corretos

Obviamente não se planta igrejas apenas com dinheiro, se nos ativermos apenas às questões financeiras, nem mesmo igrejas ricas se sentirão encorajadas a iniciar um projeto desta envergadura. Precisamos considerar outras motivações, além das financeiras, para que se estabeleça uma nova igreja.

Deus, autor da obra missionária

Pensar na plantação de uma igreja a partir da perspectiva financeira é um fundamento frágil do ponto de vista teológico. Obviamente precisamos avaliar estas coisas com mais objetividade, buscar meios de maior efetividade. Quando uma nova igreja é plantada e o trabalho é estabelecido de forma definitiva, se torna uma fonte de encorajamento para novos projetos, e as novas igrejas estabelecidas criam um networking gerando assim um movimento de plantação de igrejas, com seu efeito multiplicador de recursos. Contudo, quando um campo se arrasta indefinidamente sem ser concluído, dificulta a captação de recursos para novos projetos, além de desencorajar aqueles que enviaram recursos. Pensar apenas na perspectiva comercial é trágico, mas não pensar é simplista. Um projeto missionário, seja ele transcultural ou local é algo que, antes de tudo, nasce no coração de Deus. Deus é o autor e idealizador das missões. Este é o primeiro axioma missionário, jamais deve ser esquecido ou desconsiderado. “A missão cristã, assim como o Evangelho, teve sua origem no coração de Deus. Isto é obra sua, não do homem; e floresce da essência do seu caráter” 2.
Quando o obreiro se dispõe a ir, ou a igreja sente necessidade de avançar, isto já é resultado direto de Deus agindo no meio da comunidade. Em Atos 13, quando a igreja de Antioquia assume pela primeira vez a tarefa da obra missionária, Deus foi o iniciador, já que o texto relata:

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2).

Eles estavam buscando o Senhor, e o Espírito Santo iniciou a obra, com chamado específico. A Igreja agora abre mão de dois dos seus líderes mais influentes, que seguem para o campo missionário para plantar novas igrejas. A Obra missionária em Atos tem um objetivo claro: fundar novas comunidades, onde os missionários fixassem suas residências e estabelecessem uma igreja com liderança autóctone:

“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi” (Tt 1.5).

A prescrição apostólica era clara. Organizar a vida da igreja e ordenar presbíteros, que tinham função de pastorear a igreja. Os termos presbíteros, pastores e bispos parecem se confundir, porque Paulo manda chamar os presbíteros de Mileto (At 20.17), e depois se refere a eles como bispos, cuja função era a de pastorear a igreja de Deus (At 20.28).

Obra missionária é iniciativa divina.

Portanto, quando um conselho local, um grupo de igrejas ou uma Junta de missões, decide plantar e estabelecer uma nova igreja, está apenas seguindo a direção que o Espírito dá. Deus se antecipa ao missionário e ao plantador de igrejas no campo para onde ele vai. Deus é o iniciador e autor das missões.

MacGravan afirma: “O objetivo da missão cristã deve ser pregar o evangelho e, em cada segmento da humanidade que ainda não tenha uma igreja formada, organizar, com a graça de Deus, o Corpo de Cristo de modo visível” 3

Igreja: Centro do Plano Cósmico de Deus

No processo de plantação, precisamos considerar também que ela encontra-se no centro do plano de Deus para realizar sua obra na história. A igreja é humanamente frágil, muitas vezes se corrompe, perde a identidade, nega o seu Senhor, mas Jesus assumiu pessoalmente um compromisso de que a estabeleceria. “Eu edificarei minha igreja” (Mt 16.18). Ele vai levar a bom termo o seu projeto.

Quando Saulo perseguia a Igreja Primitiva, levando cartas do sumo sacerdote para as sinagogas de Damasco para que, caso achasse alguns do Caminho, (a forma como inicialmente a igreja era conhecida), pudesse trazer homens e mulheres presos para Jerusalém, teve uma surpresa de se encontrar pessoalmente com Cristo, que lhe pergunta: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). A indagação é estranha, porque Paulo não conhecia a Jesus, mas estava perseguindo a igreja. No entanto, perseguir a igreja é perseguir a Jesus. Igreja e Cristo estão “co-fundidas”.

A Igreja vai cumprindo o projeto de Deus na história. O propósito é que a igreja esteja no epicentro do cosmo. Era assim que o apóstolo Paulo compreendia o seu papel.

“Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades, nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3.10,11).

Este é o eterno propósito de Deus.

Assim como Cristo é a hermenêutica da história, já que é o único capaz de abrir o selo e dar sentido à humanidade (Ap 5), a Igreja é estabelecida para cumprir o eterno propósito de Deus. Igreja faz parte do grande plano de Deus, não apenas na salvação dos eleitos, mas para cumprir os propósitos de Deus naqueles que se recusam a dar ouvidos à verdade, já que ela foi colocada por Deus, desde os tempos eternos, para julgar o mundo (1 Co 6.3).

Quando avaliamos o custo de plantação de igrejas nesta perspectiva, os recursos tornam-se potencializados. Plantação de igrejas cumpre o papel de viabilizar a obra de Deus no mundo. Nos tornamos cooperadores com Deus no seu projeto cósmico e eterno.

Philipe Yancey narra a interessante parábola na qual Deus está apreciando sua majestosa criação, quando os anjos se aproximam dele e lhe pedem que mostre o planeta visitado por seu Filho. Os anjos lhe perguntam o que ele fez para que sua obra continuasse na terra, e Deus afirma que deixou o seu povo para cumprir a missão. Então os anjos questionaram: “Mas, e se este povo falhar? O que acontece?” E Deus respondeu: “Eu não tenho plano B”.

Naturalmente trata-se de uma parábola. Mas Deus estabeleceu seu povo para que cumprisse o seu propósito na terra. Um povo para “louvor da glória da sua graça”, frase muito utilizada nas cartas paulinas.

Para realizar seu projeto Jesus afirmou que “edificaria sua igreja” e que “as portas do inferno não prevaleceriam contra ela” (Mt 16.18). A Igreja é o corpo de Cristo. Através dos dons e ministérios ela cumpre a agenda de Cristo na história. Por esta razão, “precisamos prosseguir para conceber e executar planos inteligentes e adequados para o estabelecimento de igreja após igreja em populações inteiras” 4

A Igreja atinge os propósitos últimos de Deus. A estratégia de Deus para o mundo é sua igreja. Ele poderia ter feito tudo isto sem a mediação do seu povo, mas preferiu fazê-lo capacitando-o com seu Espírito. Na medida que a igreja avança, vai estabelecendo o propósito de Deus para a humanidade.

O aspecto confrontacional da Igreja

No processo de plantação de igrejas, nossos olhos devem se dirigir para o papel esta instituição possui no confronto com as trevas. A igreja conspira e milita contra as trevas, onde quer que ela seja estabelecida, e é muito ingênuo entrar num desafio pastoral tão grande na base do talento pessoal ou apenas com estratégias criativas. A dependência de Deus e as orações são fundamentais.

Para entender a importância da igreja na história, há no livro de Êxodo uma afirmação que desafia a imaginação. Ela ocorre duas vezes num único capítulo.

“Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo” (Ex 12.17)

“Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trintas anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito” (Ex 12.41)

O que significam estas “hostes do Senhor”?

Durante 430 anos, o povo de Deus viveu no Egito, acompanhado pela sua presença espiritual, e agora, estava saindo. Ao se retirar da terra, levava consigo, para fora dos limites de Faraó, todo a força angelical que andava com o povo.

Este texto nos provoca em relação à plantação de igrejas. A presença do povo de Deus, observando a palavra, orando, louvando o Senhor, restaurando vidas, é sempre agressiva ao diabo. Não é sem razão que projetos missionários sofrem tanta oposição. Muitas entidades sociais e ONGs podem trazer alívio à dor e ao sofrimento humano, com o qual a igreja de Cristo se identifica, mas atos espirituais são exclusividades do povo de Deus. Só a igreja anuncia salvação, só a igreja confronta as trevas, só a igreja inaugura e dá sinais do reino de Deus no meio de um povo.

Snyder, em sua palestra em Lausanne, “A Igreja como agente de Deus na Evangelização” afirmou: “A Igreja é o único meio divinamente indicado de divulgação do Evangelho. Como disse Melvin Hodges: A Igreja é o agente de Deus na terra, o meio através do qual ele se expressa ao mundo. Deus não tem outro agente de redenção na Terra” 5

Esta ideia parece corroborar com outro texto do Novo Testamento, no qual Paulo afirma que “O mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém” (2 Ts 2.7).

O que pode deter o mistério da iniquidade? O que pode se opor aos planos do inferno?

A resposta pode ser dupla.

O Espírito Santo ou a Igreja de Cristo.
Ou única: O Espírito Santo agindo na igreja de Cristo.

Considerando que o Espírito Santo habita no povo de Deus (1 Co 3.16), a retirada da igreja de um determinado local aponta para o fato de que esta região fica espiritualmente desprotegida. A chegada da Igreja aponta para a manifestação deste Espírito, opondo-se e confrontando as trevas. O mal perde o seu poder, quando a igreja de Cristo se encontra numa determinada região, desenvolvendo a obra do Senhor. O texto não afirma que o mistério da iniquidade deixa de agir, mas que ele é, “detido”, perde sua força e se torna limitado no seu poder de ação. Às vezes me pergunto se algum dia entenderemos as implicações de todas estas verdades.

Linthicum afirma que no processo de Revitalização de qualquer igreja, é necessário que ela entenda a necessidade de ser uma igreja de confrontação, contra sistemas e poderes. “Confrontação – este é o principal meio para trazer revitalização do pobre de uma comunidade. Tal revitalização não pode acontecer sem o uso da confrontação… Escolher não confrontar é garantir que você renderá sua comunidade a todos os poderes humanos, sistêmicos e das trevas espirituais que estão em ordem de batalha contra o pobre e o povo de Deus” 6

A verdade é que, a Igreja, na sua multiforme graça, possui variadas formas e expressões para confundir e confrontar o Reino das trevas. “Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e das potestades nos lugares celestiais” (Ef 3.10). Somente a igreja, nas suas mais variadas formas de existir e agir, consegue conspirar contra as forças espirituais. A palavra “multiforme”, vem do grego “policromia”, deixando a entender que suas expressões são de variadas “cores”, mas é desta forma, despadronizada, que ele se torna capaz de se fazer conhecida das potestades.

Conclusão

Quanto custa plantar uma igreja?

Do ponto de vista comercial e empresarial, certamente nos assusta pensar em números tão altos.

Do ponto de vista espiritual, o custo financeiro se torna irrelevante.

Quando uma igreja é estabelecida, passa a trazer dividendos eternos para o reino de Deus.

Alguns anos atrás estive envolvido na plantação de uma igreja nos Estados Unidos. Ela surgiu de forma tímida, um pequeno grupo se reunindo num apartamento pequeno na casa de um imigrante brasileiro. Atualmente adquiriu o melhor templo da sua cidade, possui um ministério arrojado, com programa de televisão e rádio, centenas de vidas já foram alcançadas através deste ministério, e seu pastor me relatou que num único ano, eles haviam enviado 70 mil dólares para a obra missionária ao redor do mundo. Ela participa de obras sociais, creches, plantação de novas igrejas, sustento de obreiros. Cerca de 400 pessoas se reúnem dominicalmente pra ouvir a Palavra de Deus e exaltar o nome do Senhor, muitos lares já foram tratados, vidas tem sido salvas.

Quanto custa plantar uma igreja assim?

60 anos atrás, os missionários americanos chegaram à cidade onde atualmente pastoreio. Eles plantaram uma única igreja, que já tem 14 filhas. Uma destas filhas já plantou 3 outras igrejas. A obra do Senhor vai se espalhando. Penso que, nenhum daqueles missionários, nos melhores dos seus sonhos e planos, poderia imaginar o efeito espiritual que esta igreja poderia causar nas gerações que viriam.

É assim o Reino de Deus.

É assim – plantação de igrejas.

“Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor. Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas” (Is 54.1-3).

 

Rev. Samuel Vieira
Pastor da Igreja Presbiteriana Central de Anápolis- GO Mestre em Teologia PUC- Rio

1 CONN, HARVIE M. & OUTROS – THEOLOGICAL PERSPECTIVES ON CHURCH GROWTH, ED. DULK FOUDATIONS, 1976, PG 57 2 KANE, CHRISTIAN MISSIONS IN BIBLICAL PERSPECTIVE, MICHIGAN, GRAND RAPIDS – BAKER BOOK HOUSE, 1976, PG 141 3 WINTER, RALPH D. & OUTROS – MISSÕES TRANSCULTURAIS. UMA PERSPECTIVA ESTRATÉGICA. SÃO PAULO, ED. MUNDO CRISTÃO, 1981, IN “UMA IGREJA PARA CADA POVO: CONVERSA FRANCA SOBRE UM TEMA DELICADO”, DONALD A. MACGRAVAN, PG 754 4 MCGRAVAN, DONALD – COMPREENDENDO O CRESCIMENTO DA IGREJA, SÃO PAULO, ED. SEPAL, 1970, PG 403 5 GRAHAM, BILLY & OUTROS – A MISSÃO DA IGREJA NO MUNDO DE HOJE. SÃO PAULO, ABU EDITORA E VISÃO MUNDIAL, 1982, PG 87, ARTIGO HOWARD SNYDER, A IGREJA COMO AGENTE DE DEUS NA EVANGELIZAÇÃO. 6 LINTHICUM, ROBERT C. – REVITALIZANDO A IGREJA, SÃO PAULO, ED. BOM PASTOR, 1996, PG 181