O Mundo Pós-Pandemia: a nova fronteira da missão

Como será o mundo pós COVID-19? Quais serão os desafios que nos envolverão nesse mundo? Como será a igreja que vai se mostrar íntegra e relevante, para levar o evangelho a homens e mulheres nessa nova realidade emergente?


O imperativo de Jesus para sermos testemunhas do seu Evangelho em Jerusalém, Samaria, Judeia e até os confins da terra tem nos levado inúmeras vezes, ao longo da história cristã, a nos deparar com novas fronteiras na tarefa de levar o evangelho a todos os povos.

No início da comunidade cristã os recantos mais longínquos do império Romano ofereciam, de certa forma, um escopo para ação missionária dos primeiros discípulos de Jesus.

Por sua vez, durante a idade média, a igreja enxergou os povos bárbaros como uma nova fronteira para a missão.

Mais tarde, já adentrando no período industrial, a igreja européia e norte americana passou a ver a África e a Ásia como esta nova fronteira da missão.

Mais recentemente, missiólogos começaram a enxergar as cidades, sobretudo os grandes centros urbanos, como um grande desafio da missão para o século XXI.

Mas o que nós, ou melhor, ninguém esperava é que ainda no início do século XXI uma pandemia gerada pela COVID-19 impactasse todas as áreas da sociedade contemporânea em todo o mundo. Assim, essa pandemia determinou uma nova fronteira na nossa missão.


Um filósofo e pensador húngaro disse a respeito da pandemia e a sociedade ocidental: “É como a sociedade responde à um desastre que determina a longo prazo o seu legado”. Ou seja, aplicando na vida da igreja, a maneira como a igreja responder a essa crise, a longo prazo vai determinar grandemente o seu legado.

Ou a sociedade vai ter a igreja como uma instituição significativa e relevante, ou a sociedade vai interpretar a igreja como algo desnecessário.

O momento de crise é um momento de abismo e de oportunidade, e cabe a nós respondermos da maneira apropriada, fazendo desse momento um momento de oportunidades.

Igrejas missionais são caracterizadas pela INTEGRIDADE para com as ESCRITURAS e também pela RELEVÂNCIA para com a CULTURA. Por um lado temos a necessidade de cuidarmos da integridade com os princípios e valores da Palavra, mas em conexão com a cultura que nós vivemos.

O momento atual em que vivemos necessita de ter entre nós “filhos de Issacar”. Em I Crônicas 12:32 encontramos uma menção importante sobre os filhos de Issacar: “Os filhos de Issacar eram conhecedores da época para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens…”.

Esse texto fala de homens das mais variadas tribos de Israel que foram até Davi, em Hebrom, para fazer dele o rei de toda a nação. Dentre as tribos tinha os filhos de Issacar, e duas características chamam a atenção.

A primeira característica é que eles eram conhecedores da época. Eles olhavam para o momento histórico e conseguiam fazer a leitura apropriada. A segunda, que a compreensão e leitura do momento histórico os capacitava a serem pessoas que sabiam que o povo de Deus, ou no nosso contexto hoje, o que a igreja deveria fazer.

Estamos vivendo um momento inusitado para a maioria de nós. Como igreja precisamos de homens e mulheres como os filhos de Issacar. Precisamos de pastores e pastoras líderes que consigam olhar para a história, olhar para o nosso momento e fazer a leitura apropriada, a fim de que nós como igreja saibamos exatamente os caminhos e os rumos que devemos seguir.

Portanto, perguntas precisam ser respondidas se quisermos ser fiéis no exercício da missão para a qual Jesus nos chamou.

Como será o mundo pós COVID-19? Quais serão os desafios que nos envolverão nesse mundo? Como será a igreja que vai se mostrar íntegra e relevante, para levar o evangelho a homens e mulheres nessa nova realidade emergente?

2021-04-02T11:07:57-03:00

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